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Teoria Miasmática - Rajan Sankaran

HOMEOPATIA: ABORDAGEM MIASMÁTICA DE SANKARAN

Por Susilaine Moraes Aquino

Considerada a classificação mais completa sobre a Teoria Miasmática, elaborada por Dr. Rajan Sankaran por meio de constatação empírica.

Definição de Miasma

A palavra “miasma” em si se refere a influência ou atmosfera nociva que é considerada como a causa de doenças ou outros problemas. Na linguagem médica, o termo pode ser usado mais genericamente para descrever condição ou influência prejudicial que contribui para o desenvolvimento de doença.

Na homeopatia, o termo “miasma” é utilizado de maneira diferente em comparação com sua abordagem histórica ou em outros contextos médicos. Na homeopatia, miasma refere-se a conceito elaborado por Samuel Hahnemann, o fundador da homeopatia, no final do século XVIII. Essa teoria dos miasmas é parte fundamental da filosofia homeopática.

Os miasmas, na homeopatia, são considerados predisposições hereditárias para certas condições crônicas de saúde. Eles representam padrões de desequilíbrio vital que são transmitidos entre gerações. Hahnemann identificou três miasmas principais:

  1. Psora: Associado à ideia de predisposição para a falta ou deficiência. A miasmática psórica é frequentemente relacionada a problemas de pele, alergias e condições crônicas.
  2. Sycosis: Relacionado à proliferação e à formação de crescimentos. O miasma sifilítico está associado a condições como verrugas, cistos e processos inflamatórios crônicos.
  3. Syphilis: Associado a processos destrutivos e degenerativos. O miasma sifilítico é considerado o mais grave e está relacionado a condições mais sérias, como câncer e doenças degenerativas e autoimunes.

Na prática homeopática, a identificação do miasma predominante em cada paciente é vista como crucial para a prescrição do remédio homeopático apropriado. Os homeopatas acreditam que tratando não apenas os sintomas visíveis, mas também a predisposição subjacente representada pelo miasma, podem abordar de maneira mais completa o quadro clínico do paciente.

Segundo Sankaran, o miasma corresponde a pré-disposição – “o calcanhar de Aquiles” – a herança da linhagem familiar. São frutos de as supressões de certos adoecimentos, em que o tratamento não aconteceu a partir da raiz da doença. Portanto, o que se fez foi suplantar os mecanismos de liberação de toxinas.

De acordo com a teoria miasmática, a doença é a tentativa de expelir agentes mórbidos, e quando é suprimida dará origem ao miasma.

Com base em sua experiência clínica, Sankaran acrescenta outras classificações a teoria de Hannemann, conforme segue:

– A Psora é fruto da supressão ou do silenciamento da sarna;

      – A Sicose surge da supressão ou de o tratamento paliativo da gonorreia;

      – O Luetismo a partir da supressão da Sífilis;

      – O Cancerinismo em decorrência da supressão do câncer;

      – O Tuberculinismo da supressão da tuberculose.

Ao se silenciar tais doenças, gera-se a predisposição não apenas em os aspectos físicos, como também se criam características comportamentais.  Sankaran analisa tais consequências sob o ponto de vista do modo como cada pessoa administra contextos de crise.

Segundo ele, a gradação miasmática na qual a pessoa vibra em determinado contexto da vida é muito mais evidente se a pessoa se sente pressionada. É nesta condição que “as suas máscaras caem”. E é também neste contexto emergencial que as vibrações e os aspectos mais proeminentes de cada miasma se evidenciam.

Sankaran afirma que todos os indivíduos desenvolvem todos os miasmas, e que em alguns momentos da vida determinada atividade miasmática se intensifica, entra em desequilíbrio, e, portanto, se torna mais evidente.

Em maior parte do tempo, os miasmas permanecem instáveis, mas haverá um ainda mais instável dos que os demais e , portanto, em mais evidência.

O tratamento homeopático pode promover relativo estado de equilíbrio, e assim possibilitar que o indivíduo consiga, mesmo em meio à crise, parâmetros mais equilibrados para a solução de problemas. Além disso, suas reações podem ser mais proporcionais e em ressonância com as exigências de cada desafio.

A ação do medicamento homeopático pode garantir ao paciente, reação proporcional, já que promove a calibragem de os mecanismos reacionais durante as crises.

Para Sankaran, a pessoa fica lúcida, “Despida de Ilusões”.

Quando um miasma está em desequilíbrio, o indivíduo enxerga a realidade através das lentes do respectivo miasma.

Além disso, o miasma em desequilíbrio desencadeia alterações físicas, comportamentais e energéticas. São elas:

  1. Miasma Agudo: é o miasma do pânico, afeta a pessoa que se apresenta inquieta, suas respostas são exageradas, os mínimos problemas geram a sensação de que é lutar ou morrer, e esse mecanismo reativo visa garantir a sobrevivência. Para tanto, parte para a fuga. A crença é de que se a pessoa permanecer sem reagir, irá morrer. A sensação é de extrema ameaça. Entre outros, o medicamento com ideal capacidade de harmonizar esse miasma é o Aconitum.

Todas as respostas da pessoa que vibra neste miasma são intensas: medo, insegurança e o entusiasmo é manifestado com euforia, de maneira exagerada. Ou ainda, o oposto, há o total silenciamento de reações. Quando a pessoa foi tão reprimida que desenvolveu espécie de mecanismo de automatismo subjetivo das emoções, simplesmente não reage, permanece indiferente aos estímulos externos.

Por ter sido silenciada em suas manifestações naturais, ela acaba por suprimir suas reações como é o caso do Opium.

Todo miasma é regido por seus extremos. Há reações esperadas, mas também pode acontecer o seu oposto.

Sabe-se que o inconsciente é apolar, feio e belo para o inconsciente é a mesma vibração, como os dois lados da mesma moeda, ou o reverso da medalha. Quando consideramos algo belo ou feio, na verdade o que fazemos é polarizar aquela determinada vibração.

Assim, quando a doença é suprimida gera o miasma agudo, do pânico, quando o paciente sofreu traumas intensos e não pode metabolizar, não conseguiu processar adequadamente a vivência. O que restou foi suprimir suas reações, isso equivale a expressão “engolir o choro”.

Em relação a faixa etária mais consonante com o miasma do pânico, Jan Scholten indica os primeiros anos de vida, quando o bebê chora, berra, grita a qualquer sensação de desconforto. Independentemente da adversidade, a resposta é sempre a mesma, o choro.

O adulto em desequilíbrio neste miasma reagirá de modo desproporcional ao agente causador. Suas reações serão sempre intensas em quaisquer circunstâncias.

  • Miasma subagudo ou Tifóide – é o miasma da crise. Diante de problema a pessoa entende que deve administrar a crise de modo totalmente focado. Assim, ela para tudo para se dedicar exclusivamente à solução daquele problema.

O que diferencia o miasma agudo do subagudo é que no agudo a pessoa está sempre tensa, na iminência de reagir, tal qual o bebê que chora, que sente-se vulnerável o tempo todo.

No caso do subagudo ou Tifóide, a pessoa sustenta a crença de que pode administrar a situação, mas o faz com excessivo direcionamento de energia para o problema. A pessoa permanece sempre vigilante, por considerar que é questão de vida ou de morte. Somente quando o problema irrompe, após a sua solução, a pessoa pode relaxar.

O que não é possível no caso do agudo, no qual a pessoa se sente como presa prestes a ser atacada.

Há pacientes em síndrome de pânico que se encaixam mais na classificação subagudo. Neste caso quando a pessoa está fora do contexto do problema, é capaz de relaxar. Já no agudo, mesmo fora do contexto, a pessoa mantém certo nível de ansiedade.

Segundo Sankaran, a faixa etária equivalente ao miasma Tifóide é o da criança maior, que manifesta em suas brincadeiras o estágio do respectivo miasma, em que tudo deve ser imediato, seu desejo tem que ser atendido, e direciona seus esforços para conseguir o que deseja: chantagem, birra, demostra sua impaciência. Tão logo consegue o que quer, fica tudo bem.

O que define a vibração neste miasma é o foco excessivo no momento do problema, após o que há exaustão, efeito rebote, decorrente do desgaste energético para atender aquela demanda.

É gerado a partir da supressão do adoecimento pelo Tifo.

  • Miasma da Psora: associado ao elemento Terra, que reflete a necessidade de estabilidade, de chão firme, e dos recursos para atender as necessidades básicas, mais elementares para a sobrevivência, tais como: saúde, moradia, boa alimentação, segurança, boas relações sociais.

São pessoas sem grandes ambições, basta a garantia do básico para a sobrevivência. As necessidades mais elementares geram preocupações em torno dos meios que viabilizam tais necessidades.

Na Psora há hipervalorização do trabalho, porque é justamente o meio que garantirá as condições básicas para a vida. A pessoa sente que oscila ciclicamente entre bons momentos de fartura e outros de parcos recursos. Para esse paciente, a vida é esse constante movimento, portanto entende que sempre terá que se esforçar ao máximo a fim de garantir o que precisa.

Neste miasma a sensação é de minusvalia, que conduz a ideia de que a pessoa terá que trabalhar muito e incansavelmente para conquistar o que precisa.

Sankaran utiliza a seguinte frase para se referir ao miasma Psorico: “A situação pode ser preocupante para mim, mas nunca sem esperança, a vida requer constante esforço”.

A crença é a de que a vida é difícil, e se a pessoa não batalhar, não terá o que deseja, que se não “ralar duramente”, não conseguirá nada.

Apesar de sempre haver elemento de dificuldade, não é paralisante. Há sempre esperança, mas sempre exige muito esforço.

Sankaran o denomina miasma do possível, ao contrário do Luetismo, a convicção é de que com o trabalho duro é possível suplantar todo e qualquer desafio.

No Luetismo é possível suplantar desafios, sem recorrer a medidas drásticas.

Diante de adversidades, a pessoa que vibra na Psora sente-se ansiosa, por conta de sua sensação de incapacidade, e mesmo não sendo isso paralisante.

Até mesmo em momentos de fartura e abundância de recursos, o Psórico sente, em escala menor, a ideia de que a época da privação irá chegar e, portanto, deve manter os esforços.

A ansiedade é sempre latente, nunca deixa completamente o Psórico, porque ele não confia em sua própria capacidade. Ele mantém a sensação de não está apto para as tarefas necessárias.

  • Miasma Tineídeo: associado a umidade, ao elemento Água. Mas não em sua representação total como no caso da Sicose. Neste miasma está iniciando a instalação da umidade, e a tendência a fixação começa a despontar, assim como o tema da desistência.

São as pessoas que tentarão vencer as adversidades por algum tempo, mas que acabam desistindo, diferentemente do Malário que continua sempre tentando e nunca desiste. A palavra-chave do Malárico é tentar mesmo sem inspiração.

São comuns as seguintes frases no paciente que vibra no miasma Malárico: “Nesta vida a gente tem que continuar, temos que seguir tentando”.

No miasma Tineídeo a pessoa pode estar bastante empolgada em um momento e no momento seguinte, desistir de tudo.

Scholten compara esse movimento ao da pessoa mais madura que empreende esforça para emagrecer. É bastante difícil, e a pessoa é facilmente desencorajada e acaba desistindo. A diferença é que ela desiste naquele momento, mas pode voltar a tentar em outro novamente.

  • Miasma malárico: contém características do miasma Agudo, do pânico e da Sicose. Ou seja, há certa umidade inerente ao miasma Malárico.

Percebe-se duas facetas, pânico e fixação. A característica do miasma Sicótico é a formatação. A pessoa de fixa e permanece, em termos de formatação ao recipiente, a forma, que desencadeou a crise. Ela permanece em conformidade. Enquanto ocupar aquele recipiente ela não muda de forma.

Também conhecido como o miasma do perseguido. O vitimismo voluntário, onde se percebe a dualidade pelo excesso de direitos que gera a escravização, segundo Sankaran.

Isso explica como se comporta a pessoa que vibra no miasma Malárico.

A pessoa se vitimiza para conquistar privilégios. Sankaran exemplifica com os jovens contemporâneos que se casam, mas continuam residindo na casa dos pais. Usufruem do privilégio de não se preocuparem com os recursos básicos para a subsistência, no entanto, têm que se subordinar aos que lhes proporcionam tais privilégios.

A doença que gera essa supressão é a Malária.

É essência do miasma Malárico a zona de conforto. Apesar do bem-estar da zona de conforto, há a limitação por se manter nesse estado. A pessoa se deleita com as delícias de os privilégios garantidos, mas não pode evitar o desprazer de não poder desfrutar do que está fora de sua zona de conforto, devido a sua dependência e falta de autonomia.

  • Miasma Sicótico: propriamente o reino do elemento Água – da dissimulação.

É justamente a formatação de acordo com o recipiente. É a pessoa “camaleônica”.

Sankaran denomina de o miasma da fixação. No qual a pessoa assume determinada personalidade e se mantém de acordo com aquela máscara. Cria a fachada conveniente para o momento. O conteúdo interno raramente corresponde ao externo. É mais fácil fingir o que é, do que ser efetivamente.

Por isso é considerado o “camaleão”. Sente o que convém parecer, qual é a melhor personalidade a se adotar no momento, e assume aquele padrão.

A pessoa que vibra nesse miasma tem a capacidade de atuar, de representar papéis.

Para o Sicótico vale mais manter a fachada do que propriamente preservar sua vida. A pessoa que vibra marcadamente neste miasma, se envergonha de pedir ajuda, mesmo quando está em eminente perigo. Ela nega a crise, e passa a administrar tudo a seu modo. A exemplo do avestruz, que diante de ameaça, cava um buraco e esconde a cabeça dentro.

A pessoa na Sicose fixa certo modelo para enxergar a vida, não se importando com a realidade, o que vale é a “lente” que ela escolheu usar.

A máscara substitui a própria realidade. E a pessoa já não é capaz de distinguir o real do que foi inventado. Não mais consegue retirar a máscara. Em risco de ser desmascarado, se esquiva rapidamente, foge da situação, abandona a conversa ou muda de assunto.

  • Miasma Tuberculínico: “Ar quente comprimido” é o que melhor explica a noção deste miasma.

A doença é a Tuberculose.  Em crise, a sensação é de que o tempo é curto. A pessoa precisa fazer tudo rápido, porque acredita que não tem tempo.

Sankaran denomina de o miasma do claustrofóbico. A pessoa se sente oprimida pelas adversidades, que está presa, e que precisa romper as amarras para sair da situação o mais rápido possível.

Para exemplificar, Sankaran compara a brincadeira da “batata quente”, na qual se tem que passar o problema o mais rápido possível, ou o “jogo das cadeiras” que ilustra o tempo mental do Tuberculínico.

A sensação é de opressão. O problema oprime a pessoa, que precisa romper com tudo o tempo todo para se livrar. É o desejo de liberdade. Por isso os remédios tuberculínicos são produzidos a partir da maioria das aves.

Os tuberculínicos precisam de espaço para não se sentirem enjaulados. A opressão é tão insuportável que alivia quando a pessoa viaja, encontra os amigos, ou se locomove em espaços abertos.

Assim como os Nítricos, do elemento Nitrogênio, têm a sensação de opressão e sentem que precisam romper os limites.

  • Miasma Leprósico: a palavra-chave é o isolamento. As pessoas acometidas com a doença lepra, se sentem completamente sem esperança. Não enxergam possibilidade de melhora.

Se a pessoa que vibra no miasma Leprósico percebe minimamente algum conforto em suas queixas, logo quer se manter naquele patamar.  Tende a descontinuar o tratamento por temer perder aquela tão desejada estabilidade. Não consegue perceber que poderá ir muito além daquela conquista.

O paciente refere sensação de abandono muito grande, de total desesperança. A percepção é de que a pessoa é tratada com crueldade, sem nenhuma piedade.

Na prática da homeopatia há que se considerar opostos extremos como sinônimos da mesma energia, além de as versões ativa e passiva. Também certa gradação miasmática sob o viés do que recebe a ação e o que desfere a ação.

Pode acontecer de a pessoa tratada com crueldade, em outro momento, exteriorizar o sentimento e agir como agressor de outro. Como a pessoa em desarmonia, que pode nutrir prazer em assistir outra pessoa a sofrer como ela sente que sofre. O que pode justificar a grande audiência de programas televisivos como as provas de resistência e as dinâmicas de humilhação exibidas no Big Brother, ou no Limite que chegam a comprometer a integridade física e mental dos participantes. Ambos, participantes e audiência, estão em desequilíbrio.

  • Miasma Luetismo: a palavra-chave segundo Sankaran, o tipo impossível, da destruição.

É perceptível a nível clínico, fisiológico. Em conformidade com a analogia hermética, tudo o que se vê na superfície, equivale ao que está oculto internamente. Se a personalidade é, destrutiva, extremista ao ponto de considerar que tudo deva ser resolvido com medidas violentas e enérgicas, isso também repercutirá na doença, nos padecimentos sofridos pela pessoa, ou dos quais ela se sente vítima.

No caso de as doenças, inevitavelmente haverá destruição de órgãos e ou vísceras. O indivíduo com problemas nas articulações não terá artrite, mas já a artrose. É mais provável que seus órgãos cheguem ao estágio de falência.

Ponto característico do Luetismo é a impaciência, com rompantes de violência e agressividade. O Luético não vê outra solução que não seja agir com severidade e de modo extremamente enérgico.

Trata-se da pessoa que em discussão aumenta o tom de voz, e caso a discussão continue, dá sinais de que partirá para a agressão, o que muito provavelmente de fato o fará.

É a pessoa que desenvolve nível de ausência de escrúpulos. A analogia do nó pode exemplificar a atitude do Luético, em lugar de pacientemente desatar o nó, ele parte para cortar, romper rapidamente o nó. Outro exemplo são as guerras, em lugar se resolver os conflitos diplomaticamente, parte-se para a medida mais extrema que é a guerra.

Guerra é exemplo clássico de ato luético.

O luético não se importa com os efeitos colaterais, nem tampouco se sua decisão atingirá outras pessoas, não importam efeitos de longo prazo por medidas drásticas. Importa-lhe resolver rapidamente o problema.

A mentalidade do luético é extremista, não tem esperança de resolução de problemas que não seja pela violência. Seu lema é matar ou morrer. Sua atitude equivale a de quem metralha a formiga.

  1. Miasma Cancerinismo: caótico é como Sankaran denomina o cerne do miasma Cancerínico. A palavra-chave é Perfeição.

O indivíduo enxerga o mundo sob a perspectiva do caos, e cabe a ele colocar tudo em ordem nessa imperfeição. Ele sente que é o agente ordenador. Nutre a crença de que a perfeição é algo tangível, e que ele é capaz de alcançá-la plenamente.

O problema é como colocar ordem nesse caos. Tudo começa no modo como ele faz isso. Em lugar de simplesmente olhar o problema e resolver, necessariamente há “o jeito” de resolver, é exatamente o ponto de partida para a doença. Ele precisa resolver da forma ideal, perfeita e com excelência. Não se aplica meta humanamente tangível, é sempre em exigência além das possibilidades.

O cancerínico não se contenta em ganhar disputa, ele precisa bater todos os recordes da humanidade. Há sempre sobre esforço humanamente impossível.

Trata-se de pessoas muito esforçadas, que trabalham muito e são altamente industriosas. A elas, não basta colocar em ordem, tem que estar tudo perfeito. A perfeição é premente. E existe sempre o próximo nível que ele precisa atingir.

O câncer é o desenvolvimento de modo enlouquecido das células com informações corrompidas. Portanto, que deixam de ser normais.

O tumor maligno é a somatização, a materialidade do caos, da crença limitante no próprio corpo físico.

O caos que antes era enxergado fora, o tempo todo, e do qual ele deveria ter dado conta de ordenar com a sua atitude rumo a perfeição, acabou se manifestando dentro dele. Essa é a crença limitante do cancerínico.

O caos passa a habitar no cancerínico mediante a formação de neoplasia.

É importante consultar homeopata qualificado para obter a orientação correta e personalizada, e assim, restabelecer a saúde integral de modo rápido, suave e duradouro, como preconiza Hannemann.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

LATHOUD, J.A. Estudos de Matéria Médica Homeopática, 3ª ed. São Paulo: Editora Organon, 2021.

RIBEIRO FILHO, Ariovaldo. Repertório de Homeopatia, 2ª ed. 4ª reimpressão. São Paulo: Editora Organon, 2022.

HOMEOBRAS – Curso de Pós-Graduação Lato Sensu em Ciência da Homeopatia.

FAVILLA, José Paulo – SIHORE MAX V7.0 – Sistema de Homeopatia Repertorial.

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